Nutrólogo João Curvo dá dicas para quem exagerou na comida



Este vídeo mostra três opção interessantes para quem exagerou no natal... uma saladinha colorida, um suco e uma sobremesa. Ainda não experimentei. Mas vou fazer em breve. Se você já tentou uma das receitas, diga aqui o que achou!

Mensagem de Ano Novo

Falta bem pouquinho para o final do ano!
Tempo de muitos sonhos, expectativas, listinhas, promessas, desejos.

Você já fez o balanço do seu ano, já traçou suas metas para 2010?

No balanço do meu ano, tiveram alguns tropeços, mas principalmente coisas muito boas:

novos amigos, trabalhos bacanas, parcerias legais, então nada mais justo que agradecer.

Se você recebeu esse e-mail, além de felicitação de ano novo, saiba que ele diz obrigada

por você estar presente nesta lista de realizações e boas recordações.

Para 2010, eu te desejo sonhos, alegria, objetivos. Eu te desejo paz no coração e brilho nos olhos.

Nos falamos no ano que vem!



Beijos grandes!


A repercusssão dessa mensagem foi tão gostosa, que resolvi postá-la aqui e eternizá-la. Recebi muitas respostas, muito carinho de pessoas que não falava a algum tempo! Isso também é novidade, também faz parte dessa fase que o casulo está sendo desfeito. Então ... inspire-se!

Meu primeiro natal vigilante















Eu e o maridão, no meu primeiro natal light. Lancei na família o projeto "Natal light, sem desperdícios". Tivemos uma ceia maravilhosa, simples, com três pratos principais: o frangão da família (chester), decorado com tomatinhos cereja e cebolas pequenas, ao invés dos fios de ovos ou da calda açucarada de pêssego, um lombinho sequinho e delicioso, que foi ao formo intercalado com fatias de abacaxi (também sem calda), arrozinho, farofinha de ovo, saladinha de batata com maionese light, saladinha de bacalhau, levinha, levinha. Procuramos evitar que as nozes ficassem muito na nossa mão. Um punhadinho de nozes, ameixas secas e damasco, que pontuam pouquinho. Sobremesa, resisti bravamente ao panetone e a rabanada, mas o pavê da mamãe... não resisti e peguei uma porçãozinha. Uma tacinha de vinho... e muita coca-cola light! Foi ótimo!
Ho, ho, ho!

Minha orientadora!

Nesse processo de transformação, algumas pessoas estão sendo muito, muito importantes. Nada mais justo do que homenageá-las! Essa aí do lado é a Gilza, minha coordenadora. Uma pessoa super carinhosa, que tem ajudado a não desistir no meio dos tropeços e quando as dificuldades vêm. Andou longe, curtiu férias merecidas, e está de volta!

Junto dela, apresento a FIFI, nossa balança, que acompanha todo o processo desde o primeiro dia. Uma das coisas do programa, é procurar se pesar apenas nas reuniões. Ela nos diz nosso progresso e na hora das dificuldades, e o que precisamos fazer para continuar buscando o sonho da liberdade, das pazes com a auto-estima, do peso ideal.

Ps. A fifi e a Cris autorizaram a colocação de sua fotinho aqui.

Que venha o natal!

1. Se a ceia vai ser na sua casa
  •  Procure opções que agradem os convidados, sem se prejudicar. Pode-se escolher ou carne de porco, ou tender, ou chester ou bacalhau, por exemplo, não há necessidade de ter 'tudo ao mesmo tempo sobre a  mesa'. Uma carne, um presunto e seus acompanhamentos, talvez. 
  • Compartilhe a ideia de um natal mais leve, e com menos desperdício de comida. Faça porções menores, de acordo com seu número de convidados. Evite as grandes sobras de alimentos.  
  • Quando comprar as coisas para a ceia, não esqueça de incluir na lista embalagens de quentinha, para distribuir os quitutes para os convidados, principalmente os da família.
  • Sobrou muita coisa? Não tenha vergonha de distribuir a comida, para os convidados, para os funcionários do prédio, ou chamando os amigos e familiares para  o 'enterro dos ossos' nos dias posteriores ao natal.
  • Rabanadas? Você pode ir na casa da vizinha e comer algumas, fazer em menor quantidade, ou substituir a receita por um de forno ou cozida em calda (ver em "Receitas" uma sugestão).
  • Existe no mercado algumas opções interessantes, como 'pêssego em calda light', panetone light, mas vale a pena vigiar, para ver se a troca vale realmente a pena.
2. Se a ceia vai ser na casa de outras pessoas:
  • Procure conversar com os donos da casa, para saber qual será o cardápio, veja se dá para negociar alguma coisa, se dá para incluir opções mais saudáveis, refrigerantes lights, sucos e água;
  • Faça um lanchinho antes de sair de casa, essa estória de ficar o dia inteiro sem comer para compensar à noite acabou!
  • Separe os pontinhos da ceia, planeje o que você vai comer;  
  • Ao montar seu prato, procure um volume de comida que te satisfaça, pratinho comedido, se você quiser, poderá repetir depois... com cautela!
Natal é data de juntar a família, de brincar, conversar, de presentear os seus com abraços, de dar um pulinho na casa dos vizinhos. É tempo de festa, de diversão, de fé, de oração. A ceia é apenas mais uma comemoração, não é a única coisa boa da noite. Bom natal!

Dezembro, mês complicado...

As festas estão chegando! Quem nunca falou assim do mês de dezembro? Embora tenham festas o ano todo, para este mês são reservadas as confraternizações de trabalho, academia, igreja, colégio, as grandes ceias de natal e ano novo, os churrascos, a correria atrás de presentes, e dos enfeites para o natal, milhões de coisas para resolver para aquela tão esperada viagem com a família e todas as comemorações de final de ano.

Na correria, o cuidado com as escolhas na hora de comer vai ficando de lado, o exercicio vai sendo substituído pela lista de tarefas que têm de ficar prontas até o ano novo. Temos conversado muito sobre isso nas "reuniões de emagrecimento". Muita gente deixa de ir às reuniões nesse período, pelos mais diferentes motivos, por isso resolvi copilar o que temos falado por aqui...

1. Compartilhar com o grupo é muito importante, todos temos momentos de desânimo;
2. Se dezembro não é tempo de dieta, é época de vigilância, de prestar atenção no que estamos comendo;
3. 'Vou chutar o balde e deixar para o ano que vem!' Armadilha... vigiando, aprendemos a lidar com as situações difíceis, como a ceia, ao invés de fugir delas.

Estudo revela como cumprir as resoluções de ano novo

Um estudo divulgado no jornal britânico "The Guardian", revelou o que as pessoas devem fazer se querem concretizar suas resoluções de ano novo. Segundo a pesquisa, liderada pelo psicólogo Richard Wiseman, da University of Hertfordshire, a maioria das pessoas não consegue cumprir suas resoluções de ano novo por usar estratégias que não funcionam para tentar alcançar seus objetivos.

Mas mudar essas estratégias, optando por exemplo por dividir o objetivo final em uma série de pequenos objetivos e se dar uma recompensa a cada passo, aumenta as chances de sucesso, diz o estudo.

Wiseman disse que as técnicas mais bem-sucedidas tendem a ser aquelas onde a pessoa faz um plano e tenta ajudar a si própria no alcance do seu objetivo.


Segredo do Sucesso

Aqueles que conseguiram colocar em prática suas resoluções, além de dividir o objetivo final em passos menores e dar a si próprios recompensas, usaram estratégias como compartilhar seus planos com amigos, focar a atenção nos benefícios alcançados e anotar seus progressos em um diário.

As chances de sucesso para os que planejaram uma série de objetivos menores foram de 35%.

Já entre os que adotaram as cinco estratégias acima, as probabilidades de sucesso aumentaram para 50%.

Outras estratégias que ajudaram as pessoas a realizar seus planos foram tomar uma única resolução de cada vez e tratar recaídas ocasionais como escorregões momentâneos, concluiu o estudo.
 
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u672000.shtml

Inclua o picolé no seu cardápio


O picolé é vendido em qualquer lugar e faz o maior sucesso no verão. Além de saboroso e refrescante, o sorvete de palito é uma excelente opção para o lanchinho da manhã ou da tarde e ajuda a manter o corpo hidratado nos dias de altas temperaturas. "Os picolés de fruta, por exemplo, são excelentes alternativas para substituir os sorvetes cremosos. Além de não ultrapassarem mais de 60 calorias, são também considerados fontes importantes de hidratação", explica a nutricionista do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), Amanda Epifânio.

Mas, se você ainda acha que o picolé é apenas um quebra-galho pra quem não pode tomar o sorvete cremoso, surpreenda-se com todos os benefícios (e receitas!) da guloseima no palito:

1. É refrescante
O picolé é uma das opções mais simples e gostosas para se refrescar no verão. "A dica para quem quer se refrescar é escolher os sabores de frutas cítricas. Além de pouco calóricos, eles aumentam mais a sensação de frescor", explica a nutricionista. "Depois do de limão, que é o primeiro do ranking dos mais leves e refrescantes, vem o de abacaxi e o de tangerina", continua.


2. Hidrata
"Por ser feito com frutas e água, ele serve como fonte de hidratação, já que fornece os nutrientes necessários ao organismo para hidratar e repõe um pouco da água perdida no calor", explica Amanda.

3. Em alta no sabor, em baixa na balança
Sorvete ou picolé? A dúvida entre escolher um suculento sorvete cremoso e um picolé é comum. A nutricionista explica que não é preciso substituir um pelo outro radicalmente, mas que sem dúvidas, o picolé é mais recomendado para quem não quer terminar o verão com uns quilinhos extras. "No verão é sempre melhor ingerir alimentos mais leves, não só por estética, mas pela saúde também. O picolé é mais leve e nem por isso menos saboroso", explica Amanda.

O picolé é uma ótima opção de sobremesa leve e refrescante. Por serem feitos com água, os sorvetes de frutas são mais magros e podem até servir de alternativa para o lanchinho da tarde, para consumi-los nos intervalos das refeições.




do blog: http://msn.minhavida.com.br/conteudo/10731-Seis-motivos-para-incluir-o-picole-em-seu-cardapio-neste-verao.htm

Cardápios Especiais



Fim de ano também é hora de confraternização, de ir a um restaurante bacana. Isso não é motivo de tortura, ou de boicote a sua dieta, é? Podemos escolher lugares que respeitam nossas escolhas e oferecem opções alternativas, menos calóricas, sem necessariamente ficar na saladinha sem-graça de alface com frango grelhado sem gosto.  Para isso, passei a observar melhor o cardápio dos restaurantes: um frango ou um peixe diferente, perguntar ao garçon como é preparado o molho, se pode ser substitído, perguntar se a batata do acompanhamento pode ser assada ao invés de frita, dispensar couverts e croutouns, dividir a porção com alguém (mesmo que o prato seja individual, sem vergonha do que o garçon vai pensar) são formas simples de monitorar o ambiente a nosso favor. Não há necessidade de deixar de sair, de deixar de estar com as pessoas, ou de ser chata com aquele discurso 'não como porque estou de dieta'... (e ataca a geladeira quando ninguém está vendo).

Esta semana estive em um restaurante, conhecido por suas suculentas carnes, e fiz esse exercício acima. Para minha surpresa, descobri pratos deliciosos de peixe (e ollha que não sou muito chegada a frutos do mar). Pratos que a porção não é muito grande, cabe bem na pontuação da dieta. Fiquei tão feliz com isso, que resolvi postar aqui, deixar registrado, vai que alguém lê! Descobri que o site do restaurante oferece um cardápio especial, para pessoas com restrições alimentares (vários tipos, colesterol, glúten, caloria, sódio, etc) e que seus atendentes já estão mais do que acostumados com pedidos otimizados... tranquilo, sem constrangimento.

Parabéns aos administradores pela iniciativa!

O cardápio pode ser baixado em:

Não perca o rebolado


Nem tudo deu certo no ano que passou? Aproveite, então, para ajustar o foco dos seus planos desde já. Comece o ano com o pé direito, deixando a vida fluir – e entendendo que os erros, tanto quanto os acertos, fazem parte dela

Quando o ano acaba, vem uma sensação de alívio. Ufa, mais uma etapa foi cumprida! Mas bate a ansiedade do que está por vir. O que me espera? Pesa-se o que deu e o que não deu certo. Lembra-se do que ainda não se conquistou... É fato. Embora cada dia seja precioso, é nessa virada que refletimos melhor sobre o sentido da vida – quando nos propomos à quebra da rotina, à pausa no trabalho, à viagem para ver família e amigos, ao descanso. Também vem à tona a sensação de finitude. “Cada ano é um a menos de vida e um a mais vivido. Isso nos remete a todas as nossas metas e ao limite da existência”, diz o psicólogo Carlos Alberto de Oliveira Carvalho. No dia da virada, porém, o peso dos planos que saíram meio tortos – ou nem saíram – e das situações chatas é sublimado pelas boas expectativas. Já dizia o poeta Mário Quintana: “Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano / Vive uma louca chamada Esperança”. À meia-noite de 31 de dezembro, o mundo é tomado por beijos e abraços. Deseja-se felicidade, paz e saúde. Como se controlássemos a vida, pensamos que tudo vai dar certo. E esquecemos que os “erros” fazem parte do enredo de 365 dias – um após o outro. Grande engano. “Quando planejamos algo, devemos estar receptivos aos sinais da sincronicidade, prestando atenção no que sentimos e no que acontece ao nosso redor para conseguirmos identificar as oportunidades que surgem”, lembra a psicóloga Regina Nanô. Trocando em miúdos, é preciso deixar-se embalar pela vida, adequando-se ao seu ritmo, a cada instante. Porque as surpresas vêm. E se você (ainda) não sabe, a vida é feita delas.

Buscando novos sentidos Quando a vida toma um novo – e inesperado – rumo, temos duas opções: bater com a cabeça na parede e perguntar “por que comigo?” ou encarar a situação de frente e dar sentido a ela. Ninguém está livre do perrengue. Quando tudo são flores, férias e festas, a vida chega de mansinho e... zupt!, puxa seu tapete. Foi mais ou menos o que aconteceu com um amigo publicitário carioca. Depois de um período de férias, ele voltou para trabalhar em outubro e, para sua surpresa, foi demitido no primeiro dia de volta. “Levei um susto, passei dois dias baqueado. Mas quando percebi que isso era fruto da minha insatisfação, relaxei e comecei a me preocupar com o que vinha sonhando nos últimos meses ou, talvez, anos”, conta Ricardo. Em vez de sair por aí procurando outro emprego, inscreveu-se nos cursos de roteiro, poesia e fotografia que sempre quis fazer e começou a escrever um romance. “Cada situação pede para que se pense no que é preciso mudar em si para atender à demanda externa. É como se regenerar”, diz Regina. Ricardo tem a vantagem de conseguir se sustentar até o começo do ano sem salário fixo: além de morar só, tem bens materiais e a família por perto. Mas isso tudo, somado à vontade de remanejar a vida profissional, falou mais alto que o senso comum do “fracasso” por estar desempregado.

Futuro distante

Quando não nos prendemos ao passado, insistimos em projetar felicidade, bemestar e conquistas profissionais a um futuro beeem distante. E o chavão “ano novo, vida nova” deixa a desejar, já que a vida está sempre aquém do que se quer. Não agimos assim à toa. Desde bebês, somos constantemente influenciados por um rol de convicções sociais e perspectivas lançadas por pais, amigos, colegas da escola, faculdade e trabalho. Claro que não é fácil romper com esses valores e crenças. Mas avaliar o que motiva de fato a celebração de um novo ano pode ser um meio de dar um baile na mesmice perigosa que ronda nossas vidas. “Todo recomeço exige um olhar interno para o que quero e acredito, o que gero dentro e fora de mim e quem decide sobre minha vida”, diz Regina. Enxergar as próprias metas não significa necessariamente entrar num embate social, mas ter ética humana.


Nós, mutantes

A vida está onde pulsa. E nem sempre esse pulsar está onde prevíamos ou imaginávamos. Resultados no trabalho, planos do casamento, roteiros de viagens... Tudo se transforma ao mesmo tempo que nós, humanos. Uma amiga disse: “Aceite o fluxo. Hoje você pode ser rio, amanhã fundir-se ao mar e, depois, virar chuva”. É bem por aí. Ninguém se dá conta do que é e de como é até que passe pela situação. E somos testados em cada (aparente) vão momento. Cabe a nós percebermos e abraçarmos as oportunidades que aparecem – mesmo que muitas vezes elas estejam fora daquele esquema que programamos. “É no agora que recebemos inspiração e é vivendo neste exato momento, plenos de atenção, que abrimos a porta para começar uma vida nova”, afirma a psicóloga Regina. Não quer dizer que precisemos abandonar planos e dar respostas imediatas às propostas que surgem. Mas, sim, que é preciso pensar no que se quer de verdade, sentir-se mobilizado por isso e aceitar o que está por vir, seja ele bom ou ruim.

Saber compartilhar

Ao contrário, compreender-se humano e finito quando se está mergulhado no dia a dia é um desafio. No entanto, perder-se na multidão implica perder a si mesmo – e o sentido de viver. Por sorte, a convivência das festas de Ano Novo incita essa percepção. Por meio do encontro, nós nos reconhecemos vivos uns nos outros. Não se trata de assumir uma causa por amigos e conhecidos, mas de estar disponível para dedicar-se a pessoas ou lugares com os quais não se tem um relacionamento íntimo. Doar-se, mas sem perder o senso crítico. Se a vida surpreende, nós podemos nos surpreender ainda mais com o que somos capazes de fazer para vivê-la bem. A partir de agora.


Editado do texto de Débora Didonê (Revista Vida Simples, edição 87)
"Tudo é uma questão de manter
A mente quieta, a espinha ereta

E o coração tranquilo"

Walter Franco
Perseverança

Nesta semana, fiquei no zero a zero! Mas estou feliz! Fiz a avaliação da semana, vi onde errei, e os abusinhos que cometi. Fiquei no lucro. Apesar da balança nem ter se mexido com minha presença, estou começando a colher outros pequenos frutos, como assistir e conhecer o sucesso de pessoas que estão no grupo, e passam pelas mesmas dificuldades, mesmo desânimos... e conseguem. E chegam lá.

Sem querer ou sem conhecer, você acaba sendo parte de uma parte especial da vida daquelas pessoas, e elas da sua. Questões íntimas que são colocadas ali, mas são escondidas dos parentes mais próximos. Curioso, isso, mas funciona.

Desta vez, ao invés de ficar triste porque não perdi peso, fiquei feliz porque não ganhei...
É tem mudanças que são radicais.  Fiquei feliz porque comprei uma calça jeans um número menor que o anterior!

Sei o que posso fazer diferente na semana que vem: maior monitoramento, anotações no caderninho bonitinho e cheio de adesivos da moranguinho, e algum exercício físico, levinho que seja.

Falta pouco para minha meta de 10%, e eu vou chegar lá!
Eu sei que posso!

Sempre alerta?

Nem tanto. Hoje me dei conta que tinha mudado 'de faixa de peso' a quase um mês. Devo comemorar porque tenho de comer menos? Não. Devo comemorar porque está funcionando!!! Mas esse evento me faz refletir sobre a observação e o cuidado de nós mesmos nessa proposta de mudança.

Percebo que é preciso observar mais as mudanças, comemorar as vitórias. Roupinhas novas, e, principalmente, maior dedicação ao espelho. Parar, olhar para ele sem medo, e gostar do que está vendo!

Não é só a redução do peso da balança, não é só reaprender a comer, mas reaprender a se ver, a ser reconhecer diferente. Cuidar das coisas pequenas, do cabelo, da limpeza da unhas, de pelos que insistem em voltar a crescer, da organização do armário talvez. Uma nova pessoa está formando, e os quilos perdidos às vezes são até deixados de lado...

Achados - Capuccino Light


Uma boa opção para o café da manhã...
Principalmente para quem não gosta de leite.

Achados - Linha Pense Light





Linha Pense Light (Batavo)

A lasanha é uma delícia!!!!
Meia embalagem=3 pontos (VP)

Comida a quilo



Quem trabalha ou não cozinha por algum motivo acaba ficando sujeito aos restaurantes a peso, que podem oferecer algumas armadinhas, principalmente àqueles, que como eu, estão se aventurando nesse desafio de mudar de hábitos, de perspectivas... e perder peso, como consequência.
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Sempre alerta:

1. Tamanho do prato - já reparou que em muitos restaurantes a quilo o prato é muuuuito maior que o que temos em casa?

2. Grande variedade de opções - os pratos são colocados de forma que vamos descobrindo a cada passo aquela 'coisinha que adoro', e ela acaba pulando para o prato.

3. Fila grande e pressa para pegar, comer, pagar e sair: nesse tipo de restaurante, normalmente vemos uma fila única, de gente apressada para voltar ao trabalho ou resolver alguma outra coisa. Gente que fica atrás de você 'pressionando' para que não seja você aquele que vai interromper o fluxo da fila. Alguns falam, mas a grande maioria olha com reprovação... o corpo fala...

3. Confusão:  funcionários repondo os alimentos e as pessoas do item 3 para pegar... se dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, confusão na certa.

4. Docinhos, chocolates, balinhas no balcão de pagamento: não são só as lojas de departamento e supermercados arrumam produtos gostosos e coloridos próximo aos caixas para induzir a compra por impulso.

5. 'Gratuitos': chocolate quente, chá, café, balinhas e biscoitinhos de nata costumam ser oferecidos como cortesia. Um último papinho após o almoço, não tem mal não é mesmo?

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Ok. Mas quando essa é a única opção do dia-a-dia?

Com pequenas 'mudanças de hábito', podemos usar o variado bufê da comida a peso a nosso favor.
As coisas estão ali, não precisamos nos preocupar com compra, preparo, armazenamento e etc. Podemos fazer escolhas saudáveis e variadas.

1. Observe todo o bufê antes de se servir: se olharmos o que tem, podemos escolher com mais consciência qual será nossa refeição, e que combinações vamos fazer, se queremos carne ou frango, qual é o acompanhamento que combina mais, se vamos escolher o arroz, a farofa, o macarrão ou salada de batata.

2. Vá só onde você vai 'se servir', alguns bufês têm mesas separadas para saladas, carnes, acompanhamentos e sobremesas, se você já teve uma noção geral do que vai comer, vá direto para lá e evite ficar 'passeando' pelo bufê antes de pesar... 'Evite o deixa eu ver se falta alguma coisa'. Se você não vai comer sobremesa... precisa ficar babando pelas tortas? Obs. isso pode causar alguns 'conflitinhos', com as pessoas apressadinhas, lembra delas? Mas ninguém tem nada a ver com seu prato.

3. Escolha de alimentos
Se no restaurante que você costuma ir tem um cardápio mais ou menos regular, você não precisa comer a batata-frita e os salgadinhos na mesma refeição. Se você voltar amanhã, eles vão estar ali novamente, se acabar, eles vão repor no dia seguinte, não se preocupe.. Podemos escolher um para um dia, outro para o outro... Se acabar, eles vão repor no dia seguinte, não se preocupe.

4. Escolha de restaurantes
Se você gosta de variar de estabelecimentos, procure lugares que ofereçam opções leves, que você goste.
Um variado cardápio de saladas com maionese não serve de nada se você não gosta de maionese! De repente um lugar com menos variedade, mas com as coisas que você goste seja uma opção mais interessante.

5. Escolha de restaurantes II
Procure lugares onde você se sinta bem comendo. Tranquilidade, ventilação, simpatia, bom-tempero, cardápio variado, lotação, circulação. Esses são pontos que podem ajudar a escolher o lugar onde será feita sua refeição.

6. Docinhos no balcão
Quanto a isso, não tem muito jeito. Agora você já sabe que eles estão lá. Força e perseverança para não olhar para eles...

Organizando a geladeira

<a href="http://video.msn.com/?mkt=pt-BR&amp;from=sp&amp;vid=83d7d10a-a808-478f-bf42-e596b6300d72" target="_new" title="Geladeira amiga da dieta">Video: Geladeira amiga da dieta</a>
Acho que tomei meu primeiro choque.
Nesta semana o ritmo diminuiu, mas fiquei dentro da meta.
Parei para observar a semana, talvez buscando alguma explicação: aniversário de criança, dias de 'inchaços'
e retenção de líquidos, uma pontinha de boicote...

Mas apesar do susto, sendo bem honesta comigo, foi mais 'confortável' receber a notícia
do que ver meu sucesso no programa. Tomara que isso mude!

Perdi menos que eu gostaria, ou que esperava, mas não tenho menos motivos para comemorar.
A caminhada continua, e preciso buscar outros benefícios que estão vindo com a reeducação alimentar
e com a perda de peso: estou voltando a ter contato com meu corpo, com meus sentimentos,
uma roupinha mais justa aqui, um decote maior ali, começando a me 'acostumar' com olhares de
anônimos nas ruas, o elogio e o carinho do marido. Tô mais feliz!

Terceira Semana!!

Já percebo alguma diferença nas roupas e em alguns hábitos. Mas o que me preocupa é o tal do medo de dar certo. Gostaria de estar no grupo que acham essa idéia estranha, nonsense. Poderia enumerar as vezes da minha vida que detonei as coisas, quando elas começavam a dar certo: a empresa de convites, alguns relacionamentos, um convite para um projeto novo, uma indicação 'imperdível', uma prova, uma entrevista de emprego, um tratamento médico. E esta semana essa tem sido minha dificuldade.

O negócio funciona! E a vontade de dar uma escapulidinha, uma festinha de aniversário ali, uma lata de leite condensado dando sopa... também têm devorado meus pontinhos flex. Posso até me dar um desconto,  porque tem épocas do mês que estamos mais sensíveis, mais ansiosas, mais chorosas e deprimidas.

Ok. Não deixo de considerar isso também!

Lembrar das sábias  (e metódicas) palavras do meu marido talvez ajude: "seu foco são 300g por semana. Se for nesse ritmo, em um ano serão menos quinze quilos".

Amanhã é dia de pesagem!
(Texto na Revista do Jornal O Globo)


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido do marido, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!



E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.



E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.



Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.


A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.


Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.


E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


Martha Medeiros - Jornalista e escritora

Grand Day

Terça feira é dia de reunião... e de pesagem... e de SUCESSO!!!

-1,1 kg

Total: -3,2

O fracasso no sucesso


O texto abaixo foi recortado da Revista Vida Simples (edição junho 2009)
Escolhi alguns itens que me chamaram a atenção... Ah, esse livro que é
citado na matéria é excelente! Se esse assunto te interessa, vale a pena.
(ps. A capa do livro, lá embaixo, fui eu quem fez).

___________________

Todo mundo tem uma boa história de auto-sabotagem para contar. Mas a gente só é capaz de falar delas quando está livre desse ciclo repetitivo de gols contra (sim, o autoboicote, além de incômodo, é repetitivo).

“Quais são as atitudes e circunstâncias repetitivas que sempre me prejudicam?”


O fracasso no sucesso
A sabotagem a si mesmo é um sério problema não só em nosso universo pessoal mas também, é claro, na vida profissional. Nela, espera-se que as pessoas tenham sempre sucesso e realizem bem concretamente os objetivos a que se propõem.

“Para começar, é fundamental saber que temos um time interno que joga contra. Não temos só de nos preocupar com os rivais externos, mas principalmente com esse time interno solapador que todos carregamos em algumas áreas da vida.”

E o que fazer com esse pessoalzinho do contra, então? Uma das respostas é: começar a lidar com eles olho no olho. E questioná-los sobre o que querem cada vez que algo dá errado, prestar muita atenção nos fracassos recorrentes em nossa vida. “Por quê?”


Eterna repetição


Somos seres repetitivos. Metade da nossa vida – ou mesmo a vida inteira – tentamos confirmar e concretizar as crenças que adquirimos quando crianças, sobretudo no relacionamento com o pai ou a mãe. “O garoto cuja família sempre passava as férias numa cabana de Rainbow Lake cresce e insiste em levar a família para a mesma casinha em Rainbow Lake – às vezes para o desespero de sua família atual”, escreve o psicólogo americano Stanley Rosner no livro O Ciclo da Auto-sabotagem. Outros cozinham da mesma maneira que sua mãe cozinhava, frequentam o mesmo templo, adotam as mesmas diversões e, às vezes, até moram na mesma casa. “Para esses indivíduos, tanto na vida real quanto na íntima, não há espaço para a mudança, para a inovação, não há espaço sequer para a imaginação”, afirma Rosner.

Essas pessoas (ou seja, a maioria de nós) são ensinadas desde pequenas que a única maneira de serem amadas e aceitas é serem iguais a seus pais. Por isso, prezam tanto as crenças deles – porque, basicamente, precisam sentir-se consideradas e acolhidas. Ou seja, elas não são aceitas pelo que realmente são, mas pelo que seus pais querem que elas sejam. Esse desejo de repetir o exemplo dos pais para obter seu amor é o que algumas correntes da psicologia chamam de “identificação arcaica”. Já é ruim quando os filhos são pequenos, mas é pior ainda quando eles se tornam adultos e procuram cumprir o que era pedido pelos pais, sem escutar suas próprias preferências, atender suas reais potencialidades ou sequer olhar para o ambiente atual e constatar que essas exigências são descabidas.

Há uma gama enorme de emoções negativas associadas ao autoboicote. A culpa, por exemplo, vem em primeiro lugar, quase sempre de mãos dadas com o medo. Geralmente, a culpa nasce por se romper uma crença de infância. É preciso se deter sobre isso, ver se realmente tem sentido. O medo também pode também vir sozinho: grandes expectativas, por exemplo, podem gerar pânico. Se ele não for bem administrado, pode se tornar paralisante. Também chega o medo de perder lá na frente o que se conseguiu até esse momento ou de não levar adiante a realização com o mesmo sucesso. Enfim, de que a história, no fim das contas, não dê certo. E, como pode não dar certo no fim, a gente está sempre disposto a dar um empurrãozinho para não dar certo no começo, não é?

O mais saudável seria que, ao se conhecerem outros estilos de vida e comportamentos durante a vida, escolhêssemos o que mais tem a ver conosco. Sem culpa, sem medo. E, depois de uma análise mais racional e adulta da situação, tentar ignorar aquela voz insistente vinda lá da infância que diz: “Você não vai abandonar tudo o que a gente ensinou para você, vai?”


Trens e sabotagens
Porém, em algum momento da vida, as coisas podem começar mesmo a descarrilar. Aliás, a origem da palavra sabotagem tem mesmo a ver com trens e descarrilamentos. Segundo uma das versões da etimologia da palavra, os sabotadores franceses do século 19 retiravam os dormentes (em francês, sabots) que uniam os trilhos da via férrea para as locomotivas se desgovernarem e perderem o rumo. É mais ou menos o que acontece conosco quando nós mesmos retiramos os dormentes dos nossos trilhos sociais, isto é, daquilo que se espera de nós. Quando isso acontece, instaura-se um estado de enorme confusão e conflito internos. Podemos fazer algo para ter segurança e sermos aceitos pela família ou pela sociedade mas, no fundo, podemos querer algo bem diferente para nós. Como não sabemos ainda como vamos resolver a questão, um dos nossos recursos inconscientes é começar a nos sabotar, isto é, retirar, na clandestinidade, os dormentes dos trilhos que nos conduzem ao mesmo caminho. Seja porque queremos afirmar nossas crenças e desejos e inconscientemente boicotamos a vida que queremos rejeitar, seja porque começamos a nos sentir felizes e satisfeitos e nossas crenças não o permitem. É bom prestar atenção nisso: os “eus” sabotadores podem ser tanto nossos grandes amigos, quando apontam para algo que nos faz mal e que precisa mudar, quanto nossos piores inimigos, quando boicotam as ações que nos trazem autoafirmação, satisfação e felicidade.

Portanto, a auto-sabotagem nem sempre é ruim. Ela também pode ser positiva e nos alertar para algo que simplesmente não vai bem. Por exemplo, quando aceitamos fazer um trabalho por dinheiro sem questionarmos se é exatamente isso que queremos fazer na vida. O conflito que pode emergir a partir dessa opção é particularmente agudo no campo da criatividade. Mônica Figueira ganhava fortunas como redatora de publicidade numa agência de São Paulo. Mas estava infeliz. Sofria a cada manhã que tinha de trabalhar, a cada texto que tinha de escrever. “Meu chefe queria uma intensa produtividade para poder justificar meu salário. E eu andando a passos cada vez mais lentos, procrastinando o trabalho, me arrastando como uma lesma rumo a uma depressão”, afirma ela. “A certa altura, travei totalmente. Não conseguia escrever nem mais uma linha, meu cérebro se recusava a responder. De lento, passou a nulo. Ele não queria mais se vender. Era a sabotagem suprema, com se minha mente fosse uma criatura independente de mim que se recusasse a colaborar mais um segundo sequer com aquela dolorosa situação.” Bom, resumo da ópera: a agencia finalmente a demitiu. Hoje, feliz e solta na vida, ela ensaia os rumos de seu primeiro livro. E o cérebro dela, totalmente refeito da crise, colabora intensamente para isso.

Enfim, o ciclo da auto-sabotagem se instaura porque nosso inconsciente quer chamar atenção para as razões profundas que motivam nossas ações.

São sinais de algo que não está bem e que precisa mudar para sermos mais felizes ou, ao contrário, indícios que se está muito bem mas que uma parte de nós não permite que isso aconteça. É preciso estar atento para decodificar corretamente qual das duas vertentes desencadeia o processo.

Já em 1916, Freud assina um artigo com um título instigante: “Os que fracassam ao triunfar”. Ou seja, o pessoal que sofre e morre de medo quando a existência traz satisfação e que fica feliz da vida quando ela não dá certo. No texto, o criador da psicanálise vai direto ao ponto: por algumas razões complicadas, e ele disseca todas elas, alguns indivíduos têm problemas em usufruir plenamente a satisfação de um desejo. Conseguir realizá-lo traz angústia e ansiedade a eles, porque essa concretização vai contra algumas de suas crenças primordiais, entre elas a de que podem ter o direito de sentir felicidade atendendo aos seus desejos. Essas pessoas pode ter nas mãos todas as condições para aproveitar a vida ao máximo, mas elas talvez prefiram não fazê-lo. É uma espécie de medo de ser feliz.

Por sua vez, o receio da satisfação traz um conflito. O monólogo interno desse embate poderia ser: “E se eu gostar? E se for feliz? E se der certo? Ai, que medo. Talvez aí eu tenha de mudar. Mas é tão bom fazer tudo da mesma maneira, tá tudo tão certinho, para que arriscar?” Uma parte de mim, é claro, quer realizar esse desejo. É a mais consciente, talvez a mais salutar, a que vê que as coisas não estão tão bem assim e que já há muito tempo precisavam ser mudadas. Outra metade de mim não quer, por culpa, covardia, raiva, desejo de vingança (contra os pais) ou acomodação. Essa parte é geralmente inconsciente e reprimida. Mas está lá. Inicia-se então um jogo de forças entre a parte consciente e inconsciente do ego, entre desejo e pressão social. Como em tudo, quem for mais forte ganha.


Pergunte sempre
Podemos descobrir o que está por trás da auto-sabotagem ao fazermos perguntas a nós mesmos, tentando detectar culpas, medos, raivas ou nos lembrando dos registros negativos de infância. Isso também pode ser feito por meio de terapia verbal, analítica, com ajuda de uma pessoa preparada para isso, como um psicólogo ou um psicanalista. Mas outro jeito de entrar em contato com esses conteúdos internos é por meio das terapias corporais. “É preciso estar atento aos alertas do corpo. A limitação do movimento, aquilo que restringe nossa expressão corporal ou a dor nos dão indicações preciosas do que acontece em nossa psique e, por extensão, em nossa vida”, diz a terapeuta Miriam Leiner, que trabalha com a conscientização corporal por meio do movimento. “O corpo não está desconectado de nossas atitudes. Se ele não está em equilíbrio, o que está à sua volta também não está”, diz ela.

Um exemplo simples: uma das clientes de Miriam tinha sua postura comprometida por causa de um grave ferimento no pé, feito ainda quando era adolescente. Esse ferimento trazia dolorosas lembranças para a moça, pois havia ocorrido em um acidente de automóvel em que seu irmão havia morrido. Quando reaprendeu a andar, logo depois do acidente, ela passou a colocar mais peso no lado oposto do corpo. Era uma maneira de não sentir a dor física do ferimento, mas também uma forma eficiente de evitar a dor emocional associada a ele, como a perda do irmão e a culpa imensa por ter sobrevivido. O maior peso de um lado do corpo provocou outras compensações corporais, que resultaram numa postura desequilibrada e torta. “A moça continuou o resto da vida a proteger o pé esquerdo. O ferimento físico foi recuperado, mas não o emocional”, afirma Miriam. Ao tentar encontrar de novo seu equilíbrio durante a terapia, e mexer na base do seu corpo – os seus pés –, a dor voltou, profunda e intensamente. Quando se lembrou novamente do acidente, a moça percebeu que não se sentia merecedora de estar viva. “Ela admitiu que se autosabotava toda vez que estava prestes a sentir-se bem-sucedida e satisfeita. Ela achava que não tinha direito de ser feliz.” Esse sentimento emergiu ao travar contato com a dor e a culpa registrada no seu corpo. “A autoconsciência do que fazia com ela mesma foi vital para o seu reequilíbrio psíquico, energético e corporal. E, ao longo do trabalho com o corpo, sua dor emocional pode, finalmente, cicatrizar.”

“O que meu corpo me diz?”, portanto, pode ser outra pergunta a indicar um caminho para a resolução do conflito. É mais uma boa pista para saber em que direção mudar.

'Ansious'

Esperei alguns dias para o momento de subir na 'Fifi'.

-2,10kg!!!! Parabéns!!

Por que borboletas?

Entrar no programa foi uma decisão importante na minha vida. Hoje tenho 29 anos, quase 30. Sou 'casadinha de pouco', como as senhorinhas costumam falar. Venho de uma família disfuncional, talvez em algum momento eu volte a tocar no assunto.

E sempre fui muito cobrada pelos meus pais sobre perder peso. 'Você é gorda e não vai arranjar namorado!', 'Quem engorda toma chifre', 'Você é baixinha, peituda e gorda', entre muitas outras coisas que os pais falam para as crianças, mesmo sem intenção de machucar, mas que podem deixar marcas, no meu caso bem profundas.

Ao longo dos anos, isso foi minando minha auto-estima, minha sexualidade, fui virando uma pessoa insegura, me escondia nas roupas largas e calças jeans.
Era constante descuidar da aparência, e às vezes da higiene mesmo. Ficava dias sem pentear o cabelo para ir para a escola, esquecia de escovar os dentes. Deixei de gostar de mim. Fui ficando cada vez mais transparente. Uma espécie de casulo foi sendo construído.

Anos de acompanhamento com terapeuta, e boas experiências com grupos de mútua ajuda me fazem acreditar no poder de compartilhar vitórias e derrotas. Independentemente de quantos quilos vão ficar ao longo do caminho, espero que sejam muitos, meu objetivo é aprender a estar feliz com o meu corpo, parar de ficar 'coçando a casquinha do machucado', de ficar me maltratando por causa do meu peso, ansiedade ou aparência. E tenho a ajuda do meu marido para isso.

Quero reaprender a me perceber como mulher, bonita, amada, desejada e feliz. Mais do que a reeducação alimentar, essa decisão representa um novo começo. É o desejo de romper o casulo e voar, diferente, transformada, leve.

Boa sorte para mim amanhã, na minha primeira prova de fogo, de peso, da balança!

Resisti ao OUTBACK

Logo pela manhã, recebi uma proposta quase irrecusável: comemorar a formatura de um amigo no outback.Poxa! Hoje é segunda-feira, amanhã é minha primeira pesagem após a entrada no programa, mesmo que ainda tenha alguns dos pontos flex, isso pesou muito na consciência... Não fui. Achei que valia a pena registrar esse momento...
Comer é um momento chato, quando as mães nos obrigam a colocar no prato verduras e legumes? Nada disso! Preparar o café-da-manhã, o almoço e o jantar pode ser uma tarefa divertida e engraçada. Aquela história de que não se pode brincar na hora da refeição está ultrapassada. “A dica é comer com os olhos. Monte o prato bem bonito, com muitas cores. Quanto mais belo o prato, mais gostoso é comer”, garante André Boccato.
02/10 Hoje passei por um dilema. Minha primeira sexta-feira no programa.
Saí para passear com o maridão. Rodamos, rodamos, e paramos no Spoleto.
Pedi uma porção banbini, de macarrão integral, procurei uns ingredientes mais 'levinhos',
molho branco. (ops!)

Ainda estou perdidinha com os pontos! Help!

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01/10 Fui fazer o dever de casa no mercado. Descobri algumas coisinhas:
1. mercado lotado, confuso, início de dieta e a calculadora do vigilantes não combinam
2. Uma porção de três torradinhas light da Bauduco, que eu adoro, me custam em pontos o equivalente a duas fatias de pão integral! deixei lá pelo mercado mesmo...
30/09 - Descoberta do dia.... quando for ao shopping, prefira os restaurantes a quilo...

e no início era o verbo...

Hoje é meu primeiro dia. Apesar de um almoço 'mais demorado',
acabei de sair da reunião, pagar, receber as primeiras observações, etc.
10% de meta inicial, isso representa a meta de chegar aos 75,7 kg. em quanto tempo?
Isso só Deus sabe!

Almcei correndo. fiquei com fome. Uma barrinha de cereais resolveu.

Minha primeira tarefa é planejar o dia de amanhã... inclusive, indo às compras.
Vou aproveitar o frio, e fazer a 'sopa dos vigilantes..."